Quarta, 03 de Março de 2021 01:52
(11) 5090-2240
Dólar comercial R$ 5,67 1.168%
Euro R$ 6,85 +1.5%
Peso Argentino R$ 0,06 +1.09%
Bitcoin R$ 295.594,55 +3.119%
Bovespa 111.539,8 pontos +1.09%
Notícias Fim

Fim da contribuição sindical enfraquecerá sindicatos e diminuirá poder de negociação empregado X empregador

Fim da contribuição sindical enfraquecerá sindicatos e diminuirá poder de negociação empregado X empregador

05/07/2017 15h50
54
Por: admin
Fim da contribuição sindical enfraquecerá sindicatos e diminuirá poder de negociação empregado X empregador

Atualmente, o pagamento da contribuição sindical é obrigatório e vale para empregados sindicalizados ou não. Uma vez ao ano, é descontado o equivalente a um dia de salário do trabalhador. Se a mudança for aprovada na Reforma Trabalhista que está sendo votada no Congresso Nacional, a contribuição passará a ser opcional, o que siginifca tremendo retrocesso nos direitos trabalhistas, segundo as Centrais Sindicais que não querem a mudança. Isso é tudo que os empresários desejam, pois sem os sindicatos para “literalmente” bater na porta das empresas, os patrões irão deitar e rolar.

As centrais também alegam que a proposta é pura crueldade com os trabalhadores e um ataque ao movimento sindical. Na medida em que os recursos são limitados para os sindicatos, ataca-se um instrumento da democracia enfraquecendo a defesa dos trabalhadores.

A medida também enfraquece as Centrais Sindicais que também representam os trabalhadores, levando a relação entre capital e trabalho ficar mais favorável aos empregadores. De fato, a proposta de reforma trabalhista vai fragmentar a classe trabalhadora e a representação sindical e trará como consequência maior, o poder de coerção dos patrões nas negociações.

O fim da contribuição sindical tira o mínimo de equilíbrio de forças conquistadas ao longo das últimas décadas pelos empregados diante dos empregadores e resultará nas seguintes conseqüências:

·         desestruturação das organizações sindicais;

·         retrocesso nas conquistas de direitos;

·         precarização nas relações trabalhistas;

·         dificuldades de mobilização da categoria e;

·         esvaziamento nas campanhas salariais, entre outras.

Os trabalhadores precisam se mobilizar para impedir essas injustiças.

Nenhum comentário
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.