Febramoto e SindimotoSP apoiam greve nacional dos entregadores de Apps

A greve geral que acontecerá dia 1/7 tem apoio irrestrito da Febramoto e SindimotoSP, além de contar com a ajuda no que for necessário para que o evento seja bem sucedido, porque se trata de um movimento legítimo dos trabalhadores motociclistas que estão sendo explorados pelas empresas de aplicativos que atuam no setor de motofrete. Inclusive o sindicato está se mobilizando para também realizar protestos com a categoria.

Essas empresas desrespeitam as Leis Federais 12.009, 12.997 e 12.436 e, no caso de São Paulo, a Lei Municipal 14.491, promovendo a precarização das relações trabalhistas e o dumping social.

Essa greve geral promovida e organizada pelos motoboys cadastrados nos aplicativos é fruto das denúncias que a Febramoto e SindimotoSP vem fazendo há quase 4 anos contra essas empresas que desejam monopolizar o segmento, explorando o trabalhador.

Tanto o sindicato quanto a federação ressaltam que a greve tem que ser o livre exercício de direitos dos trabalhadores motociclistas e não associada a movimentos políticos ou ideológicos que tem acontecido Brasil afora.

Os objetivos devem ser lutar por aumento do valor das corridas, pacotes e valor mínimo por entrega, diminuição de jornadas de trabalho, fim dos bloqueios e desligamentos indevidos, seguro de roubo, de acidente e vida, fim do sistema de pontuação e EPIs para proteção contra o coronavírus.

Os movimentos devem ser pacíficos e se dirigirem aos respectivos Ministérios Públicos do Trabalho (MPT) das cidades em que acontecerão para que, de fato, o resultado seja expressivo, porque só parar ou não “pegar chamada” não adiantam. Não existe solução para essa questão que não seja de ordem jurídica e que o próprio MPT esteja envolvido.

Para comprovar à questão, a Febramoto e o SindimotoSP denunciaram as empresas ao MPT, que as investigou durante quase 1 ano constatando diversas irregularidades, o que resultou em multas milionárias aplicadas bem como terem que cumprir obrigações trabalhistas. Elas recorreram e seguem os processos na justiça.

Be the first to comment

Leave a Reply

Seu e-mail não será publicado.


*