Para deixar de pagar direitos trabalhistas empresas de aplicativos dizem que contratam motociclistas como MEI. Febramoto e SindimotoSP discordam e fazem denúncia no MPT e MTE

Para aumentar os lucros e diminuir custos vale tudo para empresas de aplicativos no motofrete, inclusive precarizar relações trabalhistas e deixar de pagar benefícios aos trabalhadores conquistados ao longo de uma década, como piso mínimo, jornada de trabalho compatível, periculosidade, VR, plano de saúde – odontológico, cesta básica, aluguel da moto e ainda por cima, recolhimento de FGTS (que garante aposentadoria), 13º salário, férias, multa rescisória etc. Dispensado, o trabalhador nem pode dar entrada no Seguro-Desemprego.
O tomador de serviço, que se preocupa com o que vai gastar ao escolher um motociclista profissional para realizar sua entrega, sequer desconfia que essas empresas estão destruindo a qualidade de vida do motofretista que enfrenta trabalho semi-escravo em longas jornadas de trabalho e baixa remuneração.
Dessa forma, as empresas de aplicativos só vêem seus lucros aumentarem, pouco se importando com os trabalhadores. A situação é tão preocupante que, o Ministério Público do Trabalho e o Ministério do Trabalho e Emprego abriram investigações contra elas em vários estados brasileiros para apurar irregularidades. As denúncias foram feitas pelo SindimotoSP e Febramoto que aguardam posicionamento das instituições favoráveis ao trabalhador motociclista.
Clique aqui e leia mais e para ver imagens da Audiência Pública na CVSP clique aqui.

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